Não sou "politicamente correta", OK?
Da Política ao Prato-feito, vou vivendo cada dia como se fosse o último. E gostando do que faço.
Nem só de Sexo vive a Humanidade, mas de toda a Risada que consiga dar. E de toda a Reflexão que consiga provocar.
sexta-feira, 19 de agosto de 2016
KURT COBAIN: MONTAGE OF HECK
Ninguém discute a importância do Nirvana, o talento de Kurt Cobain, a grande perda que foi seu suicídio. “Montage of Heck” mostra isso.
Dirigido por Brett Morgen em parceria com a “HBO Documentaries” e com a Universal Studios, temos o documentário que é o retrato definitivo de Kurt Cobain. “Cobain: Montage of Heck” é o nome de uma montagem que Kurt fez, usando um gravador. Mostrar a trajetória de uma criança que nasceu e passou a adolescência em Aberdeen, Seattle, até o surgimento e sucesso do “Nirvana” e sua esperada e conhecida ruína. “Montage of Heck” estreou no Sundance Festival desse ano – 2015.
O documentário, extremamente íntimo, contou com relatos da família de Kurt, se é que a isso se possa dar o nome de família. Além das entrevistas com Chris Novoselic (baixista do Nirvana e amigo de Kurt), há também entrevistas com a mãe, o pai, a madrasta e a irmã de do astro. Também colaborou na produção a filha de Kurt Frances Cobain e sua mulher, Courtney Love .Todas as entrevistas com os familiares, com Chris e com outros amigos de Kurt são tocantes e reveladoras no que diz respeito à sua personalidade.
A compreensão do porque da identificação de toda uma geração com Kurt, com o Nirvana e suas músicas, se torna clara: o pessimismo, a não realização individual e a carência por ter sido rejeitada quando ainda era criança. Pais e mães responsáveis pela formação de uma juventude totalmente destruída leva à pergunta: “Por que muitas pessoas põem filhos no mundo se não sabem amá-los?”
“Montage of Heck” mostra fotos, rascunhos, vídeos e gravações de áudio de Kurt Cobain. O vocalista era extremamente autodestrutivo, suas músicas refletiam claramente a personalidade de revolta e sofrimento por ter sido sempre um rejeitado. Desde cedo entrou para o mundo das drogas, e a heroína era sua companheira constante. Isto agregava uma legião de fãs que tinham os mesmos problemas: a falta de uma família emocionalmente bem estruturada.
Casou-se com Courtney Love, uma pessoa problemática, ambiciosa e também usuária compulsiva de drogas pesadas. Mesmo quando estava grávida de Frances, Courtney continuou a usar heroína, notando-se aí a formação de outra família disfuncional. Qual seria o final dessa história de miséria moral? A tragédia anunciada de um suicida. Kurt tentou se matar várias vezes ao longo de sua curta vida. Por fim, em abril de 1994, usando um rifle, estourou a própria cabeça. Estava com 27 anos.
Para assistir "Montage of Heck" baixar o vídeo legendado, sem vírus, no link: Montage of Heck
segunda-feira, 15 de agosto de 2016
FANTASIA ou A FESTA NO CÉU
Acrílico sobre tela. 80 x 60 cm
A Pintura Metafísica fez nascer o Surrealismo, e o nome desse segundo movimento foi dado pelo poeta francês Apollinaire, inspirado, entre outros trabalhos, no de Marc Chagall.
Chagall
O termo "metafísica" vem da palavra grega para "além das coisas reais".
O artista metafísico e surrealista é um romântico, acima de tudo. Ou um sonhador, se é que as duas coisas não são uma só. Suas visões líricas são tomadas por traços improváveis e anti realistas, cheios, porém, de simbolismos. Todo este onirismo abriu frestas à estética surrealista.
Dali
O surrealismo não tem o menor compromisso com a realidade. Daí a criação de obras que flertam com o absurdo, onde tudo é permitido.
Miró
Num céu, ou paraíso metafísico, se for ditado por clérigos, não existem galinhas ou outros animais, o que o torna enjoativo em si mesmo. Anjos eunucos tocadores de harpa não são nada interessantes aos sentidos humanos. E freiras carrancudas e islâmicos explodidos, menos ainda. Por isso posso criar um "paraíso" à imagem e semelhança de qualquer mortal mentalmente saudável. E que seja alegre o quanto eu quiser.
Posso até colocar anjos e trombetas, mas apenas para não perder o foco que os metafísicos entendem.
Uma mulher verde!? Exclamaria alguém que não consegue imaginar outra anatomia que não a real. Essa observação foi feita em uma das primeiras exposições dos trabalhos de Picasso, por uma visitante desavisada, sem se dar conta de que o autor estava próximo. A resposta foi imediata: “Isso não é uma mulher, é uma pintura.”
A liberdade e espontaneidade é que dá vida ao impulso criativo, desde o final do século XIX.
NINA SIMONE ou A GENIALIDADE NA FRONTEIRA DOS TRANSTORNOS MENTAIS
Nina Simone (1933 – 2003) foi uma pianista, cantora, compositora e ativista pelos direitos civis norte-americanos.
Simone foi, literalmente, a voz do movimento negro americano pelos direitos civis, nas reuniões e nos encontros, era sua música a responsável por acalmar os corações dos que tudo perdiam naquela lógica violenta e separatista intensificadas nas décadas de 50 e 60.
Nina sempre sonhou em ser a primeira pianista clássica negra, mas fora reprovada na universidade, mesmo sabendo ter realizado um bom teste. Tal fato desencadeou uma mudança de planos e ela foi ganhar a vida cantando blues em barzinhos e, quanto mais crescia seu ativismo pelo movimento anti segregação, mas eram lhe fechadas as portas, as rádios, os palcos.
Depois de ter vivido altos e baixos e ter aberto seu coração e sua genialidade para o mundo, Nina declarou em uma entrevista para uma rádio europeia: "Se eu fosse uma pianista clássica eu teria sofrido menos". Pouco antes de morrer Nina recebeu uma carta de pedido de desculpas da Universidade de Música Curtis por sua reprovação no teste.
Simone tinha a reputação de ser volátil. Era enérgica, acreditava em violência e tinha uma postura arrogante. Só aceitava ser chamada de Dra. Nina Simone. Em 1985, disparou uma arma contra um executivo a quem ela acusou de roubar royalties. Simone disse que “tentou matá-lo”, mas “errou o alvo”.
Em 1995, atirou e feriu o filho de um vizinho com uma pistola pneumática, alegando que a risada do garoto atrapalhava sua concentração. De acordo com um biógrafo, Simone tomava medicação controlada desde meados da década de 1960, e tinha sido diagnosticada como bipolar. Mas isto só foi divulgado após sua morte.
É o preço da genialidade.
É o preço da genialidade.
Assinar:
Postagens (Atom)





