Não sou "politicamente correta", OK?

Da Política ao Prato-feito, vou vivendo cada dia como se fosse o último. E gostando do que faço.

Nem só de Sexo vive a Humanidade, mas de toda a Risada que consiga dar. E de toda a Reflexão que consiga provocar.



sexta-feira, 25 de novembro de 2016

BUKOWSKY RENDEU ALGO...






Não gosto de Bukowsky. 

Nem de suas putas, das bebedeiras, das sarjetas e da feiura. 
Bukowsky abusava do direito de ser feio. E tinha cara de quem não gosta de banho. 

Seus contos e poemas não me agradam. São crus, fedidos, falidos. Mas me impulsionaram a escrever com raiva o que sinto, movida pelo momento escatológico por que passa o Sistema que, de tão podre, fede. 

Sinto raiva, estou de saco cheio, então escrevi com o fígado. 

É, Bukowsky me inspirou. E como sou livre, posso escrever aqui, no meu espaço, o que eu quiser. Palavrões, descrença, desamor, frustração. E em forma de poemas talvez minimalistas. E não têm nome. Pra quê?

Talvez eu esteja numa fase maldita. Mas ela é minha, ok? 
Quem quiser que aguente ou caia fora. 
Só tem um detalhe: eu não preciso de álcool para nada. Não bebo. Sou careta. Enfrento a vida, de cara limpa.


 1-
Tenho cicatrizes 
De um amor mal vivido. 
Então não se aproxime muito. 
Posso agir como as meretrizes. 
....................... 

2 -
Alguém me disse 
vá se foder. 
Agradeci. E liguei pra ele.
Nos fodemos logo aqui, lá e ali.
De tanto foder
quase morri. 
.............................. 

3 -
Vox Populi Vox Dei? 
Dane-se. 
Fiquei surda 
depois que escutei.
. .................................... 

 4-
Loucos são surpreendentes. 
Talvez por isto, tão atraentes. 
Mas a loucura é contagiosa 
e descobrimos o inferno 
no paraíso 
de seus viciantes corpos quentes. 
Vá! Não, não vá 
dizemos a todo instante 
numa raiva apaixonada 
pois ficamos dementes.
 .......................... 

 5 -
A chuva choveu 
um montão assim. 
Eu chovi também ― ele encostou em mim. 
A rua ficou alagada 
não foi a chuva foi ele. 
E eu, toda molhada. 
............................................. 

6 -
Deus trabalhou sete dias 
depois não fez nada. 
O diabo trabalha até hoje, 
lidou até com Fausto. 
Coitado, deve estar exausto. 
................................ 

 7 -
É Papai Noel. 
Basta olhar e se percebe 
pelo tamanho do saco. 
Presente? Nenhum. 
Deve ser hidrocele. 
Bolas enormes mal sustentadas 
pela enrugada pele. 
Vi tudo quando ele mijou no muro. 
Por cima das bolas 
um natalino pau duro. 

...............................................


quarta-feira, 26 de outubro de 2016

LUIZ FELIPE PONDÉ e "A FILOSOFIA DA ADÚLTERA"






De tanto assistir as palestras de Pondé, de tanto ler seus textos e livros, acabei por decifrá-lo — um ser midiático que se contradiz quando critica a Vaidade. 



Luiz Felipe Pondé é a encarnação da mais explícita vaidade. Ser polêmico, ou causar, é sua intenção. Afinal, a polêmica atrai público. É aquilo: falem mal, mas falem de mim. Isto não teria a mínima importância se ele, o filósofo das multidões, não tivesse “metido o pau” na tão comum Vaidade. 



Todos somos vaidosos. Quando não no aspecto físico, pelo menos sob o ponto de vista intelectual, afinal “saber é poder”, atrai a massa que admira um discurso que não entende a fundo. E Pondé sabe disto, por isto está sempre, e somente, tangenciando suas teses. 

Cheguei a uma conclusão: Luiz Felipe Pondé é um personagem de si mesmo. E está na moda e na mídia, pois esta sabe o que é vendável. 

Gostei de Pondé quando li seu livro “Guia Politicamente Incorreto da Filosofia”. De lá pra cá passei a segui-lo, mas aos poucos fui vendo suas contradições e “saídas pela tangente”: cada vez que é interpelado sobre algo que escreveu e não pegou bem, sai com a ultra repetida frase: “Não foi bem isso que eu quis dizer” e remenda com argumentos pueris. 

Mas passemos ao que interessa: seu livro "A filosofia da adúltera: Ensaios selvagens". Título chamativo que despertou minha atenção, pois gosto do que é selvagem. Baixei da internet, em PDF, e li num fôlego só, sempre esperando que o próximo capítulo tivesse algo de surpreendente, algo que lembrasse a “devassidão” de uma adúltera ou os tais ensaios selvagens. Nada. Pondé se limitou a análises políticas com algumas citações filosóficas da obra rodrigueana. Literalmente ele grudou em Nelson Rodrigues, afinal o dramaturgo falecido tem ressuscitado nos meios acadêmicos depois de anos no ostracismo. Está na moda. 

Ambos, Pondé e Nelson, têm algo em comum: são moralistas e não se decidem sobre o que é o amor. Ora chamam de amor o sexo, ora não se decidem se a “mulher fácil” é aquela que dá pra todo o mundo apenas por esporte ou se é aquela que se apaixona a toda hora por um homem diferente e o leva pra cama. 

 Pondé não se afastou um milímetro da confusão criada por Nelson, muito menos a esclareceu ou fez juízo de valor, limitou-se a citar. Aliás, Rodrigues tinha obsessão por incestos, estupros, famílias disfuncionais, homossexualidade não declarada, assassinatos passionais... Mas dizia que isto é a vida como ela é. E Pondé acha o quê dessas perversões tidas como corriqueiras nos ambientes familiares? Não emitiu opinião, pois a posição do filósofo é "em cima do muro". Me pergunto: toda vida é assim, só há essa vida, que vida é essa? Na cabeça de Nelson Rodrigues só esse tipo de vida existe. Chamavam-no O Anjo Pornográfico, mas não era anjo e nem mesmo, pornográfico, era um obsessivo pessimista.

Dizia que denunciava a classe média, mas ele projetava seus estereótipos em quem nunca conheceu. Escrevia sobre, mas não recriminava ou aprovava, e se detinha em personagens sórdidos: um moralista forjado nas sacristias. 

Quanto ao livro "A filosofia da adúltera: Ensaios selvagens", Pondé realmente nada acrescenta ou analisa, nada conclui. A adúltera não mostra nenhuma filosofia e, de selvagem, só existe o título. 


PAPER CLAY, O QUE É e O QUE SE PODE FAZER ou ESCULPIR COM ELA



Cadeira - em uso



"Paper clay" é qualquer tipo de massa cerâmica acrescentada de celulose. 

Grés, terracota, porcelana ou outros tipos de massas cerâmicas podem se tornar paper clay. 

A mistura de celulose na massa cerâmica garante resistência e mais plasticidade à peça enquanto trabalhamos e ela ainda está úmida ou em ponto de couro. 

Garante também uma secagem mais uniforme. 




 A Esfinge começou a ser usada na Grécia antiga, como imagem de Poder.

Édipo Rei, de Sófocles, pergunta a todos que passam qual é o quebra-cabeça mais famoso da história, conhecido como o Enigma da Esfinge: decifra-me ou devoro-te.


 Não importa se o trabalho é delicado e fino ou se é uma escultura de grandes proporções, com o paper clay podemos trabalhar com diferentes espessuras. o risco de trincas na secagem é zero, e explosões no forno é muito menor.

O uso de resina impermeabiliza e dá vida útil quase infinita às peças. 

A modelagem em argila com celulose depende da intenção de quem trabalha com ela. Foge do simples artesanato e cria verdadeiras obras de Arte. 

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

FESTA DE CULTO AO PÊNIS, NO JAPÃO - KANAMARA MATSURI






Como forma de celebrar o sexo de forma natural, o “Festival do Pênis de Metal” - Kanamara Matsuri - foi criado no Japão no século XVII. Anualmente, em todo primeiro domingo de abril a população se reúne em Kawasaki para festejar o sexo usando uma lenda local como motivo. A festa é sagrada para os xintoístas que reverenciam o órgão sexual masculino como símbolo de fertilidade e saúde.

Segundo a lenda, uma jovem era amaldiçoada por demônios e não conseguia se casar. Em todas as noites de núpcias, esses demônios se manifestavam em sua vagina, castrando seus parceiros. Já atormentada pela maldição, a noiva procura a ajuda de um monge que cria para ela um pênis de ferro. Ao utilizá-lo na hora H, o pênis de ferro quebrou os dentes do demônio libertando a jovem. 

Foi assim que o falo se tornou algo tão sagrado para os japoneses. 

Por volta de 1600 a 1870, prostitutas viajavam até a cidade sede do festival para pedir proteção contra doenças venéreas, e até hoje, muitas mulheres carregam esculturas de todas as cores, formatos e materiais até o santuário sagrado do pênis para rezar por saúde e fertilidade. 

Na festa, que deve irritar tremendamente as feministas pós-modernas, há pênis de todas as cores, tamanhos e feitios. Há de chaveiros a pirulitos, de esculturas a narizes de borracha. 

A fase fálica da humanidade nunca deixou de existir, desde o tempo das cavernas. E por quê? Porque ele é poderoso, sim: virilidade, força, poder, o pênis é a arma mais desejada do planeta. E, vamos combinar, é bonito quando ereto. Não todos, pois a proporção entre glande e corpo é fundamental. Ela tem que ser robusta, mas isto é outro assunto.








Todo mundo quer um pênis pra chamar de seu. O mais amado é o próprio, mas o pênis alheio também desperta, no mínimo, a curiosidade. É da humanidade a fascinação pelo membro masculino. Embora as feministas tentem, desesperadamente, tirar-lhe o poder, o mundo é falocêntrico. E isto não é sem motivo.